quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mosteiro da Batalha

♦ O Mosteiro da Batalha é o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à virgem, caso vencesse a batalha de Aljubarrota (1385), as obras iniciaram-se logo no ano seguinte, sob direcção do arquitecto português Afonso Domingues. Dessa fase resultou grande parte das estruturas da igreja e duas alas do claustro.

Em 1402 o projecto sofre uma mudança radical sendo a direcção das obras assumidas por Mestre Huguet, arquitecto estrangeiro, provavelmente catalão, que dotou o Mosteiro da batalha de uma matriz gótica flamejante. A este período corresponde o abobadamento dos espaços da igreja e da Sala do Capitulo, a construção da Capela do Fundador e, ainda, o inicio das obras das Capelas Imperfeitas. Pelo meados do século XV, construiu-se o Claustro de D. Afonso V, obra de Fernão de Évora, e que se filia no Gótico afonsino, corrente do que rejeita a exuberância do estilo flamejante em beneficio de linhas simples e austeras. No reinado de D. Manuel fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas, projecto que se prolongou ate à década de 30 do século XVI, já com a inclusão de elementos renascentistas, e que foi depois abruptamente de outros monumentos no pais.

Depois de um longo interregno, o Mosteiro da Batalha viria a ser objecto de novas obras, estas já de restauro, a partir de 1840. Durante mais de cinquenta anos o Mosteiro foi sistematicamente restaurado segundo critérios de retorno forçado à traça medieval, facto que não permite hoje um melhor conhecimento deste monumento durante a idade moderna.

Alguns factos sobre o Mosteiro da Batalha:


Ø Em 1980 foi transformado em museu;
Ø Três anos depois inscrito pela UNESCO na lista de património mundial;
Ø Aqui funcionam duas oficinas, estas são a de cantaria e de vitral, iniciativas que se fundem com os objectivos mais amplos de investigação e divulgação do próprio monumento;
Ø Conservar-se, ainda, o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses dos séculos XV e XVI, com campanhas da segunda e terceira décadas de Quinhentos na Sala do Capítulo e na Capela-mor;
Ø O Mosteiro acolhe, ainda, o arquivo e o espólio vitralístico da oficina de Ricardo Leone.


A vontade do povo português para um país independente ficou simbolizado neste mosteiro. O pórtico principal de entrada nos seus tons ocre, e no estilo gótico português aguentou o terramoto de 1755, um incêndio e as espoliações das tropas francesas durante o ano de 1810. ♣

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